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Poesia

 A gente precisava de dar um pouco mais de tempo à poesia. Sobretudo em tempos sombrios como esses em que vivemos. Não para esquecer, não para fugir. Mas para alimentar-nos. Para sugarmos um pouco de humanidade, que nos ajude a lutar com luz, furor e rebeldia, pelo homem. Sem poesia, a luta vira briga, ponta-pé, dor de ouvidos, soco na boca do estômago. E as próprias vitórias ficam sem graça, como um riso sem dentes. Sem poesia, a gente fica na maior pobreza. Uma pobreza sem bem-aventuranças e sem alegria. É como quem ri tapando a boca com as mãos. Padre Paschoal Rangel. In, O Lutador, 23 de Setembro de 1984.

Mães

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 Dá vontade de fazer uma "Ladainha de todas as mães". Mães de antigamente com sua penca de filhos. Donas de casa, criadoras de novas gerações. Mães de hoje, heroínas de um filho só, dois no máximo, morando em "apertamentos"; cercadas de perigos por todos os lados, cercadas de preconceitos, curtindo, às vezes dolorosamente, a libertação que lhes viria do trabalho profissional fora de casa, obrigadas a crer que ser domésticas e educar filhos é conversa medieval. Enfim, mães de todos os tipos, nós queremos rezar por vocês nossa ladainha de amor, de fé. Nossa Senhora Auxiliadora Padre Paschoal Rangel, In, O Lutador 14 de Maio de 1989.